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‘Sente-se menos, ande mais’, aconselham pesquisadores do coração:


Dois estudos envolvendo mulheres na pós-menopausa, descobriram que o comportamento sedentário aumenta o risco de desenvolver insuficiência cardíaca e que caminhar reduz o risco de hipertensão.


Para as pessoas que passam mais tempo em casa, como resultado da pandemia de COVID-19, as novas pesquisas fornecem um ímpeto para fazer mais caminhadas e evitar ficar muito tempo sentado em frente ao computador ou à televisão.


Nos dois estudos, liderados pela Universidade de Buffalo (UB), NY, os pesquisadores descobriram que mulheres na pós-menopausa que faziam caminhadas rápidas e passavam menos tempo sentadas ou deitadas, tinham um risco menor de hipertensão e insuficiência cardíaca. respectivamente.


“Caminhar e mover-se são atividades simples que podem ser facilmente integradas à nossa vida diária”, diz Jean Wactawksi-Wende, Ph.D., reitor da Escola de Saúde Pública e Profissões da Saúde (SPHHP) da UB e coautor de ambos os estudos.

A pesquisa baseou-se em dados coletados ao longo de vários anos de mulheres que participaram da Iniciativa de Saúde da Mulher. As participantes tinham de 50 a 79 anos de idade no início dos estudos.


Os resultados sugerem que, independentemente dos níveis gerais de atividade física, caminhar mais e ser menos sedentário pode trazer benefícios à saúde cardiovascular.


“Sente-se menos, ande mais para a saúde do coração”, aconselha Michael LaMonte, Ph.D., professor associado de pesquisa de epidemiologia no SPHHP.


LaMonte foi o autor sênior do artigo, que vinculou a caminhada a um risco reduzido de hipertensão e o primeiro autor do artigo que encontrou uma associação entre o comportamento sedentário e um risco aumentado de insuficiência cardíaca.


Caminhada e hipertensão:


A pesquisa acompanhou 83.435 mulheres que não tinham diagnóstico de hipertensão, insuficiência cardíaca, doença coronariana ou derrame no início do estudo.


Todas as participantes relataram que podiam caminhar pelo menos um quarteirão sem ajuda.


Durante o período médio de acompanhamento de 11 anos, 38.230 participantes receberam o diagnóstico de hipertensão.


Após o ajuste para outros possíveis fatores contribuintes, incluindo outros tipos de exercícios físicos, as participantes que caminharam mais tiveram 11% menos probabilidade de desenvolver hipertensão do que aquelas que caminharam menos.


As participantes que estavam entre as caminhantes mais rápidas, tiveram um risco 21% menor de hipertensão em comparação com aquelas que caminharam mais devagar.

depois de ajustar os números para contabilizar a quantidade total de tempo que cada participante despendeu caminhando e a distância percorrida, uma velocidade de caminhada de pelo menos 2.5 km por hora foi associada a uma redução significativa no risco de hipertensão.


O estudo sugere que caminhar rapidamente tem um efeito mais significativo no risco de hipertensão do que a distância total ou a duração das caminhadas.


“Nosso trabalho aumenta as evidências de que você não precisa necessariamente ser um corredor ou ciclista ávido para obter benefícios para a saúde com a atividade física”, afirmam os pesquisadores.


Os resultados deste estudo aparecem na revista médica Hypertension.


Comportamento sedentário e insuficiência cardíaca:


O estudo do comportamento sedentário acompanhou 80.982 mulheres que não haviam recebido um diagnóstico de insuficiência cardíaca no início da análise e eram capazes de caminhar pelo menos um quarteirão sem ajuda.


As participantes preenchiam regularmente questionários que incluíam perguntas sobre a quantidade de tempo que passavam sentadas ou deitadas.


Durante o período médio de acompanhamento de 9 anos, houve 1.402 casos de hospitalização por insuficiência cardíaca.


Em sua análise, os pesquisadores ajustaram os números para levar em conta uma ampla gama de outros fatores de confusão possíveis, incluindo a idade dos participantes, raça / etnia, tabagismo, consumo de álcool e uso de terapia de reposição hormonal.


Em comparação com os participantes que relataram ficar sentados por não mais que 4,5 horas por dia, sentar por 4,6–8,5 horas por dia foi associado a um risco 14% maior de insuficiência cardíaca.

Sentar por mais de 8,5 horas por dia foi associado a um aumento de 54% no risco de insuficiência cardíaca.


Mesmo entre as mulheres com os níveis mais altos de atividade física recreativa, o risco de insuficiência cardíaca aumentava significativamente se elas passassem mais de 9,5 horas por dia sentadas ou deitadas.


“Este último achado aponta para a necessidade de não só promover mais atividade física para a prevenção da insuficiência cardíaca, mas também promover a interrupção do tempo sedentário ao longo do dia”, diz LaMonte.


Em seu artigo, os pesquisadores afirmam que os riscos de insuficiência cardíaca associados ao comportamento sedentário prolongado são equivalentes aos da obesidade e diabetes.


Outros estudos sugerem que o comportamento sedentário promove o desenvolvimento de aterosclerose (estreitamento das artérias que irrigam o músculo cardíaco), escrevem os autores, o que, por sua vez, aumenta o risco de insuficiência cardíaca.


Eles relatam suas descobertas na revista científica Circulation: Heart Failure.




Fonte:MedicalNewsToday.







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