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Resumo da semana:


30.414.677 casos confirmados de covid-19 foram registrados no Brasil desde o início da pandemia até 28 de abril. As mortes chegam a 663.289 indivíduos no mesmo período.

No dia 28, foram notificadas 124 mortes por covid-19 em 24 horas. A média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 105. Em comparação há 14 dias, a variação foi de -6%. Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Sergipe não tiveram registro de morte em 24 horas.


Na mesma data, o país registrou 19.488 novos casos diagnosticados em 24 horas. A média móvel nos últimos sete dias foi de 12.754, variação de -26% em relação há duas semanas.


De acordo com a nova edição do Boletim do Observatório Covid-19, divulgado no dia 29, dados registrados de 10 a 23 de abril, em duas semanas epidemiológicas, indicam nova redução dos indicadores da intensidade de transmissão da covid-19 no Brasil. Representando um decréscimo de 36% em relação às duas semanas anteriores (27 de março a 9 de abril), foi registrada uma média de 14 mil casos diários.


O número de óbitos foi de cerca de 100 mortes por dia, valor próximo aos verificados no início da primeira onda, em abril de 2020. Houve uma queda de 43% do índice de mortalidade em relação às duas semanas anteriores. Segundo a Fiocruz, dois estados apresentaram tendência de alta: Amazonas e Paraíba. Outras unidades apresentaram redução dos índices de mortalidade, como Rondônia, Roraima, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Quanto aos casos, nenhum estado apresentou tendência significativa de alta e em grande parte houve queda na incidência, como Amazonas, Roraima, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e Goiás.

Diminuição da SRAG em crianças:



Divulgado no dia 27, o Boletim InfoGripe confirma que a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças apresenta formação de platô e início de queda em diversos estados, refletindo a queda na curva nacional. As estimativas apontam para 3,5 (3,0 – 4,1) mil casos, dos quais cerca de 1,7 (1,3 – 2,3) mil são em crianças de 0 a 4 anos, na Semana Epidemiológica (SE) 16, que compreende o período de 17 a 23 de abril. O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 25 de abril.



A evolução da sublinhagem Ômicron BA.2 no Brasil:



Pesquisa nacional divulgada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) informa que a positividade dos testes de covid-19 subiu de 6,2% para 11,7% em duas semanas. De acordo com a análise do ITpS, baseada em amostras sequenciadas pelos laboratórios da rede Dasa e DB Molecular, entre 17 e 23 de abril, a sublinhagem Ômicron BA.2 foi identificada em 84,3% dos testes. No relatório anterior, divulgado em 14 de abril, a porcentagem foi de 69,3% das amostras positivas.

Quanto à idade dos pacientes, segundo o ITpS, com exceção das crianças de 0 a 9 anos e dos adultos de 20 a 29 anos, todos os outros grupos observaram aumentos importantes na taxa de testes. Entre idosos de mais de 80 anos, a positividade subiu de 3% em 16 de abril para 12% na última semana analisada.



Sublinhagem desconhecida em São Paulo:



Uma nova sublinhagem do SARS-CoV-2 pode ter sido identificada em São Paulo pelo laboratório Dasa. A amostra do vírus foi colhida em fevereiro de uma criança de três anos. Segundo os especialistas, ela exibe características ainda não catalogadas ou classificadas. O laboratório também confirmou dois novos casos pelo vírus recombinante XE.


Anvisa recebe pedido de registro da Covovax:



O imunizante é feito com proteínas recombinantes – cópias feitas por engenharia genética dos antígenos usados pelo novo coronavírus para entrar nas células do corpo. Se for aprovado, irá atender a população maior de 18 anos e será o primeiro imunizante contra a covid-19 no país a utilizar essa tecnologia. O prazo de análise pela Anvisa é de 60 dias.


A desigualdade vacinal e o ritmo lento da imunização infantil:


Além de apontar a manutenção da tendência de queda dos principais indicadores – casos, internações e óbitos – da pandemia, devido aos avanços na vacinação, o time de pesquisadores do Boletim do Observatório Covid-19 , divulgado nesta sexta-feira (29/4), destaca sua preocupação com as desigualdades vacinais existentes em diferentes estados e municípios. Se o estado de São Paulo tem 89,8% da população vacinada com a primeira dose; 85,2% com a segunda e 50,6% com a terceira. Em outro extremo estão os estados do Amapá e Roraima, com menos de 65% para a primeira; 50% para a segunda e 12% para a terceira dose. Preocupa ainda o aumento da contribuição relativa das crianças nas internações, que seguem com expansão da cobertura vacinal num ritmo muito lento. A recomendação é que sejam feitas campanhas de sensibilização da população sobre a necessidade absoluta de aumentar a cobertura vacinal de reforço entre idosos e a aplicação das doses entre as crianças.


A covid-19 no mundo:



O mundo registrou 512.537.129 diagnósticos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, e 6.232.156 óbitos por covid-19 na manhã do dia 29 de abril, de acordo com os dados do monitor Coronavírus Resource Center, da Johns Hopkins University (EUA).


No dia 27, a União Europeia anunciou que está saindo da emergência da pandemia. Nessa situação, os testes devem ser direcionados e o monitoramento dos casos de covid-19 deve ser semelhante à vigilância da gripe: baseada em amostra, de acordo com informações divulgadas pela agência Reuters.

Depois de comunicar a decisão, a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou a necessidade de investir na preparação para uma possível nova onda no outono, que começa no meio de setembro no hemisfério norte. Ela ressaltou que é preciso intensificar a vacinação, manter a vigilância pandemia e a testagem.


“Precisamos continuar a coordenar nossas respostas de perto na UE”, disse a presidenta. Os países são livres para seguir ou não a recomendação. A carga da doença nos sistemas de saúde diminuiu nas últimas semanas, com vários países da UE reduzindo as medidas de proteção.


Autores: Equipe Medscape Professional Network Fonte: Medscape.



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