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Novos Tratamentos para Asma:


A asma afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo 25 milhões de americanos. A maioria dos pacientes responde bem a doses baixas ou moderadas do que é chamado de terapia controladora: uma ou duas vezes ao dia, tomam uma dose de corticosteróide inalado que ajuda a reduzir a inflamação nas vias aéreas. Se os sintomas não diminuírem, a dose é "intensificada" ou outro medicamento, como um broncodilatador de ação prolongada, é adicionado ao regime para relaxar os músculos que revestem as vias respiratórias e facilitar o fluxo de ar.


Porém, em cerca de 5 a 10% dos pacientes, os sintomas da asma não são aliviados por esses regimes, deixando médicos e pacientes com poucas alternativas.


Os médicos podem tentar prescrever um terceiro medicamento, conhecido como antagonista muscarínico de ação prolongada, que exige o uso de um inalador e padrão de dosagem separados, ou ver se o paciente é um bom candidato a novos medicamentos injetáveis, que visam o sistema imunológico e custam cerca de US $ 30.000 um ano.



"Já é difícil conseguir que os pacientes tomem um inalador", disse Brian Lipworth, especialista em respiratório da Universidade de Dundee, na Escócia, que não participou do estudo. Pedir aos pacientes que usem um segundo inalador separado reduz a probabilidade de usar os dispositivos adequadamente e aderir ao tratamento, disse ele.


É aí que entra a vantagem da nova terapia três em um; torna mais fácil e mais econômico para os pacientes gerenciar sua asma, afirmam os pesquisadores.


Para testar a eficácia do tratamento três em um, os pesquisadores recrutaram mais de 2.500 pacientes com asma de 17 países. Os pacientes eram todos adultos de 18 a 75 anos, com histórico documentado de asma. Eles apresentavam uma função pulmonar notavelmente ruim e sofreram pelo menos um ataque grave de asma que exigia medicação de recuperação ou uma ida ao hospital nos 12 meses anteriores.


Os pacientes foram designados aleatóriamente para uma terapia inalatória dois em um ou uma terapia tripla entre 2016 e 2018. Em um estudo, chamado Trimaran, o grupo de terapia tripla recebeu uma dose média do medicamento, enquanto um estudo simultâneo, chamado Trigger, testou a mesma combinação com o dobro da dose do esteróide que é um dos três medicamentos.



Os pacientes de ambos os estudos conseguiram exalar significativamente mais ar após 26 semanas de receber a terapia tripla. Aqueles no grupo Trimaran foram capazes de exalar 185 mililitros mais do que podiam antes do tratamento e 57 mililitros a mais do que os pacientes que tomavam apenas dois medicamentos, indicando que suas vias aéreas estavam menos restritas. Aqueles no grupo de doses mais altas foram capazes de exalar 73 mililitros a mais, em média, em comparação aos pacientes que receberam a terapia dupla.


A terapia tripla também ajudou a reduzir a frequência de ataques de asma, de acordo com o artigo da pesquisa. Aqueles no grupo Trimaran tiveram uma redução de 15% nos ataques moderados e graves em comparação com a terapia dupla padrão. No estudo Trigger, os pacientes tiveram uma redução de 12% em comparação à terapia dupla, embora essa diferença não tenha sido estatisticamente significativa.


"A magnitude dos resultados não é de cair o queixo", disse Mohsen Sadatsafavi, que estuda doenças respiratórias na Universidade da Colúmbia Britânica, em Vancouver, Canadá. Mas a terapia tripla com inalador único é promissora para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, o que pode ser mais difícil de medir com precisão, disse ele.



Ele também disse que levaria tempo para o tratamento entrar em vigor e que todos os benefícios fossem reconhecidos pelos pacientes.


"É como a conversa que médicos e pacientes têm quando pensam em tratar a hipertensão", disse ele. "O medicamento que você toma pode não fazer você se sentir melhor hoje, mas protege contra certos resultados futuros que podem afetar sua vida para sempre."


A Food and Drug Administration (anvisa americana) teria que aprovar a nova terapia antes que os médicos pudessem prescrevê-la a pacientes nos Estados Unidos. E como os dois ensaios clínicos acompanharam apenas os resultados em adultos, quase todos brancos, os resultados precisarão ser extrapolados com cautela em crianças e na população americana em geral, disse Andrei Constantinescu, pneumologista pediátrico da Universidade de Columbia.


Fonte:NYtimes.

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